Marcus Zayit | Artista Multidisciplinar

(2025): TV Cultura — Fundação Padre Anchieta, customização da logomarca. Escultura em madeira e tinta acrílica para o projeto das novas vinhetas da emissora, intitulado “Somos Cultura”. O qual recebeu o Prêmio Gema Awards Latin America 2025: na Categoria Art Directions e Branding/Brand ID’s.
Marcus Zayit (Ibiaporã, Mundo Novo, Bahia, 1980) é um artista multidisciplinar autodidata que vive e trabalha em São Paulo, dedicando-se integralmente à arte.
Apresentou seus trabalhos em inúmeras exposições, individuais e coletivas, no Brasil e no exterior, entre as quais se destacam: Sobre Anjos, Santos e Guerreiros (2012), na Caixa Cultural São Paulo (SP); SPIRITUALITY (2017), na Livin’Art Gallery, em Lucca, Itália; e AMORIS LAETITIA (2021), no Mosteiro de São Salvador de Grijó, Portugal. Em 2018, foi agraciado com o Prêmio Aquisição na II Bienal das Artes de Brasília (DF). Em 2025, foi convidado a customizar o logotipo da TV Cultura para o projeto "Somos Cultura", cujas vinhetas são veiculadas diariamente pela emissora.
Suas obras integram importantes acervos, tais como: Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) e Coleção Gilberto Chateaubriand, no Rio de Janeiro; Coleção Metrópolis (TV Cultura), em São Paulo; Coleção SESC, em Brasília; Museu de Arte de Goiânia (MAG); Instituto Brison Vilela, em Guarulhos; e o acervo da Universidade Tecnológica Metropolitana, em Santiago, Chile.
PORTAIS E MUITO MAIS ALÉM
"Texto crítico de Elvira Vernaschi sobre a obra de Marcus Zayit (assinada como Marcos de Oliveira à época)".
Místico. Imaginativo. Onírico. Espiritual. Racional. Preciso. Lógico. Producente. São conceitos que se adequam à obra e ao seu autor: Marcus Zayit. E lá se vão seis ou mais anos de conhecimento e convivência. Desde logo, a sua obra impressionou-me vivamente quando do nosso trabalho conjunto numa exposição na Caixa Cultural de São Paulo. Na época, convivi com os seus anjos, santos e guerreiros; emocionei-me com a sua feitura e procedimentos, o rigor da composição, as linhas perfeitas, as cores adequadas e incríveis.
Mas devo confessar que o que mais me chamou a atenção foi uma multidão de figuras, símbolos e elementos incrustados de religiosidade e misticismos — não raros de encontrar na cultura e na crença do nosso povo do Nordeste.
E vejo que Marcus continua a sua busca constante pelo campo do não conhecido, do imponderável, do espiritual, do imaterial. Vejo, ainda, que o rigor na composição, formas e linhas se aperfeiçoou ainda mais. Como todo ser consciente e espiritualista, Marcus atingiu, nesse vórtice de símbolos, formas e cores, uma linha entre o real e o insólito. Encontrou "portais", previu "sinais" e celebrou "avistamentos".
No seu e no nosso imaginário, os portais dariam acesso a outros planos (fora da terra ou dentro de nós mesmos), outras dimensões, outros níveis de consciência. As transposições dos portais nos revelam sinais e nos proporcionam avistamentos de "seres" ficcionais, composições lúdicas como peças-chave para entendermos e vivenciarmos a sua criatividade. O artista nos possibilita o acesso ao seu mundo dimensional através de construções geometrizadas e do rigoroso uso de formas, tintas e cores. Um mundo de quimeras, tal qual na mitologia grega.
Um mundo que desperta em nós a busca pelo desconhecido, pelo misterioso, pelo secreto e muito mais além.
(*) Elvira Vernaschi Curadora, historiadora e crítica de arte.
Membro da ABCA e AICA — Associações Brasileira e Internacional de Críticos de Arte. São Paulo, julho de 2018.
SÉRIE: O PORTAL
Esta série, intitulada “O Portal”, iniciou-se a partir do ano de 2017. A essência do meu trabalho reside na exploração da ancestralidade e da espiritualidade, tomadas como fio condutor e ponto de partida. Formalmente, esta pesquisa é ancorada em elementos simbólicos e na reinterpretação de formas geométricas, com particular destaque para o círculo e o triângulo.
A espiritualidade em meu trabalho refere-se à conexão e completude entre espírito e matéria. É um apelo visual à reconciliação com a natureza, com todos os seres sagrados do universo e, em última instância, com o divino. A obra é, portanto, um convite à contemplação da unidade e da totalidade.
A série é desenvolvida por meio de pinturas em tinta acrílica sobre painéis de lona com formatos variados. Desde o começo do meu envolvimento com a arte, a minha pintura sempre foi permeada por motivos ligados à espiritualidade.
Em 2017, fui convidado para participar da coletiva “SPIRITUALITY”, na Livin’Art Gallery — Lucca, Itália. Em 2018, fui contemplado com o Prêmio Aquisição na 2.ª Bienal das Artes de Brasília (DF) com a obra “O Grande Portal”, desta mesma série, a qual pertence à coleção do SESC DF, Brasil.
Seja nos trabalhos anteriores, de caráter figurativo, ou nos atuais, que seguem uma linha mais geométrica, minha arte sempre estará ligada à espiritualidade. É essa conexão espiritual, essa força que me faz persistir e resistir, seguindo em frente por esse caminho que só a verdadeira arte é capaz de apontar.
Marcus Zayit | Artista

Acrílica sobre lona 165 x 195 x 5 cm

Acrílica sobre lona 200 x 160 x 5 cm

Acrílica sobre lona 165 x 195 x 5 cm

Acrílica sobre lona, 180 x 220 x 5 cm

Acrílica sobre lona, 120 x 100 x 4 cm

Acrílica sobre lona, 140 x 160 x 4 cm

Acrílica sobre lona 90 x 180 x 4 cm

Acrílica sobre linho, 100 x 120 x 4 cm

Acrílica sobre lona, 220 x 180 x 5 cm